MANUTENÇÃO GERAL III

Saiba como manter o sistema de freios da moto funcionando com segurança O ditado “moto foi feita para correr, não para brecar”, além de perigoso, é enganador.
Assim como o motor, o sistema de freios é um componente essencial para a motocicleta. Com apenas duas rodas, as motocicletas têm pouca área de atrito com o chão, tornando a frenagem mais complexa. É este contato entre os pneus e o solo que faz o veículo parar – nada adianta um freio potente se a moto está rodando em uma pista lisa feita sabão. A motocicleta não irá parar e as chances de uma queda são grandes.

Tipos de Freios

Em motos antigas ou de baixa cilindrada, o freio utilizado é o sistema a tambor. Sua manutenção é mais barata, porém sofrem mais em condições adversas como chuva e quando têm manutenção ruim. Há o mito de que os freios a tambor são ineficazes, mas se bem regulados funcionam tão bem quanto o sistema a disco.

No caso de entrar água dentro do tambor as lonas podem acumular sujeira e gerar ruídos durante a frenagem. Também há o risco de vitrificação da lona, ou seja: a lona perde a aspereza necessária para entrar em atrito com o cubo da roda, diminuindo o poder de frenagem. Para reverter essa situação, basta lixar as lonas para que voltem a ficar ásperas. O trabalho pode ser feito com uma lixa de ferro em casa ou na oficina.

Os freios a disco, utilizados em motos mais potentes, são compostos pelo conjunto de pastilhas, pistão, fluido de freio e disco. Seu funcionamento é hidráulico. Ou seja, ao acionar o manete ou o pedal, o fluido de freio se move em direção à pastilha e empurra o pistão; esse, por sua vez move a pastilha para entrar em contato com o disco. Motos com freios a disco oferecem uma resposta mais rápida do que as equipadas com o sistema a tambor, mas o motociclista também gasta mais em sua manutenção. Por ficarem expostos, os discos estão sujeitos a avarias.

Já em uso constante, como por exemplo em uma longa descida de serra, os freios apresentam a tradicional fadiga. As respostas ficam mais lentas em função da alta temperatura alcançada pelo fluido de freios, que pode evaporar e retardar o tempo de resposta. Ou seja, a motocicleta precisará de mais espaço para realizar a frenagem.

Para manter o correto funcionamento dos freios, seguem alguns cuidados para o motociclista seguir e fazer a manutenção preventiva do equipamento:

– Verificar e ajustar a folga dos manetes e pedais conforme o manual do proprietário da motocicleta.

– No caso de freio dianteiro a tambor é recomendável observar o estado do cabo de acionamento, se necessita de lubrificação ou troca.

– Ruídos metálicos vindos das rodas é sinal de que as pastilhas estão gastas e podem danificar os discos.

– No caso de freios a tambor, conferir a regulagem dos freios próxima ao cubo das rodas.

– Regular a altura do manete conforme a preferência do piloto, em motos que permitem esta regulagem.

– Verificar o nível de fluido de freio em motos com freio a disco.

– Conferir se o sistema de freios produz algum ruído incomum. É sinal de avarias no sistema.

– Colocar a motocicleta no cavalete central (se possível) e girar as rodas para conferir se há algum empeno nos discos.

– Freios com acionamento “borrachudo” podem ser reparados, muitas vezes, com a sangria do sistema de fluido de freio.

Fonte: Bruno Parisi

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