PILOTAGEM 4

Viagem tranquila sobre duas rodas

Por Renata Turviani

Antes de pegar a estrada, o motociclista deve fazer uma revisão completa no veículo e preparar o roteiro da viagem No mês de janeiro, época de férias escolares, não são apenas os motoristas de carros de passeio que se aventuram pelas estradas do país.
Nesse período, os motociclistas também costumam invadir as pistas.
Antes de sair de casa, no entanto, é preciso seguir algumas recomendações. O primeiro passo é fazer uma revisão completa da moto, principalmente nos modelos utilizados diariamente no trânsito urbano.
Na checagem, deve-se verificar se todas as luzes — de freio, piscas, lanterna, farol e painel — estão funcionando perfeitamente. Também precisam ser analisados, entre outros itens, a folga da corrente de tração e os níveis de água da bateria e do fluido de freio.
Além disso, é necessário fazer a limpeza do filtro de ar, substituir o filtro de óleo, lubrificar os cabos (embreagem, acelerador e sistema de freios) e as articulações, e realizar pequenos ajustes no motor e no sistema de carburação.
Mais atenção deve ser dada aos pneus e rodas. O motociclista precisa verificar o nível do óleo lubrificante do motor. Se a moto for equipada com radiador, o ideal é checar o nível do líquido de arrefecimento.

Para você que anda sobre duas rodas, pilotar sua motocicleta com segurança é fundamental para evitar riscos de acidentes nas rodovias. Fique sempre atento e pilote com responsabilidade. Leia abaixo algumas dicas:

– Veja e seja visto: esse lema de segurança também vale muito na estrada. A primeira medida é ligar o farol assim que sair de casa. Com o farol ligado, mesmo de dia, a visualização da moto fica muito mais fácil pelos motoristas que vão à frente. Fique atento também a veículos mais rápidos que possam estar se aproximando atrás.

– Conheça bem sua moto e deixe-a sempre em boas condições

– Lembre-se de mudar a calibragem dos pneus quando for transitar com “passageiro”.

– Use sempre o capacete e todos os equipamentos de segurança.

– Só quem tem uma moto sabe o quanto é arriscado ter pela frente uma linha de pipa com cerol. Além de ser muito difícil ver a linha de longe, ela fica totalmente transparente, aumentando o perigo. Todo cuidado é pouco. Instale na sua moto uma antena que previne acidentes com linhas de pipa.

– Assim que entrar na estrada, procure estabelecer uma velocidade de cruzeiro compatível com os limites legais da rodovia, possibilidades de desempenho de sua moto e sua própria habilidade. Nas motos de baixa cilindrada (e algumas de média cilindrada), a velocidade de cruzeiro não deve ser maior que 70% da sua velocidade máxima.

– Além de cometer uma infração gravíssima, trafegar pelo acostamento pode colocar em
risco a sua vida e a de muitos pedestres. O acostamento é para ser utilizado só em casos de emergência, como problemas mecânicos em sua moto, pneu furado, etc.

– O consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica, drogas ou medicamentos que alterem seu estado de sanidade, podem prejudicar seus reflexos e reduzir a sua noção em relação ao perigo. Além disso, você pode colocar em risco a vida de outras pessoas também.

– Ao ultrapassar grandes veículos, como caminhões e ônibus, tome cuidado com o deslocamento de ar causado por eles e que podem desestabilizar a moto.Atrás desses veículos, o turbilhão de ar tende a “puxar” a moto para próximo deles (efeito do vácuo).
Na parte dianteira, o ar deslocado direciona-se para os lados, tendendo a “empurrar” a moto para a lateral. Para evitar tais incômodos, mantenha uma distância segura dos veículos durante a manobra de ultrapassagem (cinco metros, pelo menos).

– Trafegar em pista molhada exige muito cuidado. A distância de frenagem chega a ser 50% superior ao que seria necessário em pista seca. Adote uma postura defensiva e antecipe-se a situações de risco freando antes do que seria o normal.

– Muito cuidado ao entrar em postos de gasolina com calçamento feito em paralelepípedos, cimento, terra ou pedriscos. Muitas vezes, habituado a uma velocidade maior na estrada, o piloto entra no posto mais rápido do que deveria, sem dar conta das condições de aderência. Ao frear para diminuir repentinamente a velocidade, pode derrapar e tomar um tombo “bobo” – mais comum do que se imagina. Além disso, as chances de uma entrada de posto à beira de estrada ter acúmulo de óleo é muito grande, pois nele param caminhões.

Apoio: Autoban

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